O Núcleo Pavanelli é um grupo de teatro de rua e circo que tem como proposta pesquisar uma dramaturgia, interpretação e estética, voltados para a rua como espaço cênico, levando em conta suas especificidades.
Em agosto de 2000 estreamos na I Mostra de teatro de Juiz de Fora – MG o espetáculo: “O Básico do Circo”, que tem como foco o palhaço brasileiro. Com esse espetáculo viajamos pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, e alguns festivais nas regiões sul e nordeste (26o - Festival de Inverno de Campina Grande – PB (2001), 31o - Festival Nacional de teatro de Ponta Grossa- PR (2003) onde recebemos “Menção honrosa pela pesquisa circense”
Ainda baseados na pesquisa circense montamos os espetáculos “Casamento na Roça”, um clássico da cultura popular adaptado e encenado sobre pernas de pau, “Pinta de Palhaço” e “Os Domadores”.
Em 2002 convidamos o ator e diretor João Carlos Andreazza, para direção e coordenação de pesquisa na remontagem do espetáculo “Aqui não, Pantaleão!”, que é baseado em roteiros da “Commédia dell’arte”(2) e tipos populares. Foi um trabalho que teve a duração de oito meses entre pesquisa, ensaios e produção.
Em 2003 com a necessidade de ampliar nossas atividades fundamos o Barracão Cultural Pavanelli no Tucuruvi- ZN. Esse espaço tinha como objetivo ampliar nosso contato com a comunidade e promover o intercâmbio e troca de experiências com outros grupos de teatro. Neste período mantivemos uma programação intensa com ensaios, aulas de teatro para iniciantes, aulas de circo e ensaios de outros grupos. Organizamos o I Seminário de Teatro de Rua da Cidade de São Paulo que deu origem ao Movimento de Teatro de Rua da Cidade de São Paulo e promovemos o “Café Cultural”, bate papo informal com artistas e pensadores. Além dos problemas estruturais que não pudemos solucionar devido ao alto investimento, tivemos um aumento de aluguel e optamos pela entrega do imóvel em maio de 2004.
Como integrante do Movimento de Teatro de Rua, fomos um dos organizadores da 1a e 2a Overdose de Teatro de Rua (2003 e 2004), do 2o Seminário de Teatro de Rua (2004) e da 1a Temporada de teatro de rua na Praça do Patriarca (2005). Militamos nesse movimento principalmente para que se criem políticas públicas específicas para o teatro de rua e para que os espaços públicos não sejam somente vias de passagem mas, que se tornem locais de convivência e arte.
Em Abril de 2005 iniciamos a coordenação da Escola Livre de Circo de Santos, na Oficina Cultural Regional Pagu e recebemos o PRÊMIO PLINIO MARCOS – Edição 2005 , como melhor projeto cultural da Baixada Santista. Este projeto é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo/ Secretaria estadual de cultura e que recebe o apoio da Prefeitura de Santos/ Secretaria municipal de Cultura.
Fomos contemplados com o prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz – edição 2006- para a criação de um Centro de Pesquisa para o Teatro de Rua, sediado na Cadeia Velha de Santos, hoje conhecida como Oficina Cultural Regional Pagu e , em 2007 com o prêmio Funarte de Circulação Nacional com o projeto “Movimento Cidadão pela Cultura” onde circulamos com o espetáculo ”O Básico do Circo” e promovemos ciclos de debates e mostras em Pernambuco e Rio de Janeiro.
Em 2007, 2009 e 2010, fomos contemplados na 11ª , 14ª e 17ª edição da lei de Fomento ao teatro para cidade de São Paulo, com o projeto Centro de Pesquisas para o teatro de rua Rubens Brito, para montagem do novo espetáculo do grupo – Viva Malasartes!- circulação, treinamento técnico, troca artística entre os grupos, ocupação cultural na zona norte e o aprofundamento da dramaturgia e interpretação para rua.
Temos como meta estimular a formação de grupos e levá-los a pensar a rua e os espaços públicos como palco, que busquem a formação de novas platéias. Para que isso ocorra, é preciso pensar em políticas públicas, é preciso ver a rua como um espaço de convívio e de manifestação cultural coletiva; intervir com ações e propostas de leis, editais e programas que fomentem essas produções, desde a sua pesquisa, até a circulação do espetáculo. Queremos estimular os grupos para a militância, para a real conquista da cidadania cultural! Queremos que batalhem para tornar os espaços públicos em locais de manifestações artísticas permanentes e que contribuam para a transformação e ampliação do panorama teatral do Brasil.